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A criança é desde o começo de sua vida sagrada, e maravilhosa por ser cheia de sonhos, um bom leitor. Ela continuará a ser se os adultos que hoje a circundam alimentarem seu doce instinto de fantasias em lugar de por a prova a sua competência. O desejo que ela tem de aprender deve ser estimulado muito antes de lhe ser imposto o dever de recitar.

Carlos Cunha

 

   

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Fábulas de Esopo
Fábulas de Esopo

 

Esopo (em grego Aisôpos)  foi maior fabulista do século VI a.C. Não se sabe ao certo o local de seu nascimento. Muitas cidades clamam para si esta honra, entre elas estão Atenas, Trácia, Frígia, Etiópia, Samos e Sardes.

Ele é um personagem mais lendário do que histórico, pois todos os dados que existem são discutíveis. A história conta que êle teria sido um escravo muito inteligente, cujo dono ao descobrir suas fábulas o teria libertado. Depois de livre viajou pelo mundo conhecido de então passando pelo Egito, a Babilônia e o Oriente. Não existe prova concreta de que ele tenha escito alguma coisa, mas o  que consta é que suas fábulas passaram de boca em boca até serem reunidas num volume escrito por Demétrio de Falera em 325 a.C.

As fábulas reunidas que lhe são atribuidas formam um conjunto de pequenas histórias, de caráter moral e alegórico, tendo animais e plantas nos papeis principais. Essas pequenas histórias eram muito apreciadas na Atenas do século V a.C.

 

Fábulas de Esopo

 

A Águia e a Gralha

Uma grande Águia, saindo do seu ninho no alto de um penhasco, num fulminante voo rasante e certeiro, capturou uma ovelha e a levou presa às suas fortes e afiadas garras.

Uma Gralha, que a tudo testemunhara, tomada de inveja, decidiu que poderia fazer a mesma coisa.

Assim, ela voou para o alto e tomou impulso. Então, com grande velocidade, atirou-se sobre uma Ovelha com a intenção de também carregá-la presa às suas garras, como antes fizera sua concorrente.

Ocorre que suas garras, pequenas e fracas, acabaram por ficar embaraçadas no espesso manto de lã do animal, e isso a impediu inclusive de soltar-se, e embora o tentasse com todas as suas forças, foi em vão todo seu esforço.

O Pastor das ovelhas, vendo o que estava acontecendo, capturou-a. Feito isso, cortou suas penas, de modo que não pudesse mais voar.

À noite a levou para casa e entregou como brinquedo para seus filhos.

"Que pássaro engraçado é esse?", perguntou um deles.

"Ele é uma Gralha meus filhos. Mas se você lhe perguntar, ele dirá que é uma Águia."

 

Moral da História: Não devemos permitir que a ambição nos conduza para além dos nossos limites.

 

As Duas Cabras

Duas Cabras brincavam alegremente sobre as pedras, na parte mais elevada de um vale montanhoso. Ocorre que se encontravam separadas, uma da outra, por um abismo, em cujo fundo corria um caudaloso rio que descia das montanhas.

O tronco de uma árvore caída era o único e estreito meio de cruzar de um lado ao outro do despenhadeiro, e nem mesmo dois pequenos esquilos eram capazes de atravessar ao mesmo tempo, com segurança.

Aquele estreito e precário caminho era capaz de amedrontar mesmo o mais bravo dos pretendentes à travessia, Exceto àquelas duas Cabras.

Mas, o orgulho de cada uma delas, não permitiria que uma permanecesse diante da outra, sem que isso não representasse uma afronta ou ameaça aos seus domínios, mesmo estando em lugares distintos, separadas pela funda garganta.

Então resolveram atravessar, ao mesmo tempo, o estreito caminho, para brigarem entre si, com o propósito de decidir qual delas deveria permanecer naquele local. E no meio da travessia as duas se encontraram, e começaram a se agredir mutuamente com seus poderosos chifres.

Desse modo, firmes na decisão de levar adiante o forte desejo pessoal de dominação e supremacia, nenhuma das duas mostrava disposição em ceder caminho à adversária. Assim, pouco tempo depois, acabaram por cair na profunda grota, e logo foram arrastadas pela forte correnteza do rio.

 

Moral da História: Na maioria das vezes, o ato de abrir mão de uma vaidade pessoal, orgulho ou teimosia, pode nos proporcionar grandes benefícios.

 

A Formiga e a Pomba

Uma Formiga foi à margem do rio para beber água, no entanto, de forma inesperada, acabou sendo arrastada por uma forte correnteza, estando prestes a se afogar.

Uma Pomba, que estava numa árvore sobre a água observando a tudo, arranca uma folha e a deixa cair na correnteza perto da mesma.

Então, subindo na folha a Formiga pode flutuar em segurança até a margem mais próxima.

Eis que pouco tempo depois, um caçador de pássaros, escondido sob a densa folhagem da árvore, se prepara para capturar a Pomba.

Ele, cuidadosamente, coloca visgo no galho onde ela repousa, sem que a mesma perceba o iminente perigo.

A Formiga, percebendo sua má intenção, imediatamente dá-lhe uma forte ferroada no pé. Tomado pelo susto e gritando de dor, ele assim deixa cair sua armadilha de visgo, e isso dá chance para que a Pomba desperte e voe para longe, se pondo finalmente a salvo.

 

Moral da História: Nenhum ato de boa vontade ou gentileza é coisa em vão.

 

As Formigas e o Gafanhoto

Num brilhante dia de outono, uma família de formigas se apressava para aproveitar o calor do sol, colocando para secar, todos os grãos que haviam coletado durante o verão.

Então um Gafanhoto faminto se aproximou delas, com um violino debaixo do braço, e humildemente veio pedir um pouco de comida.

As formigas perguntaram surpresas: "Como? Então você não estocou nada para passar o inverno? O que afinal de contas você esteve fazendo durante o último verão?"

E respondeu o Gafanhoto: "Não tive tempo para coletar e guardar nenhuma comida, eu estava tão ocupado fazendo e tocando minhas músicas e modinhas, que sequer percebi que o verão chegava ao fim."

As Formigas encolheram seus ombros indiferentes, e disseram: "Fazendo música, todo tempo você esteve? Muito bem, agora é chegada a hora de você dançar!"

E dando às costas para o Gafanhoto continuaram a realizar o seu trabalho.

 

Moral da História: Há sempre um tempo para o trabalho, e um tempo para a diversão.

 

A Galinha e os Ovos de Ouro

Um camponês e sua esposa possuiam uma galinha, que todo dia, sem falta, botava um ovo de ouro.

No entanto, motivados pela ganância, e supondo que dentro dela deveria haver uma grande quantidade de ouro, eles então resolveram sacrificar o pobre animal, para, enfim, pegar tudo de uma só vez.

Então, para surpresa dos dois, viram que a ave em nada era diferente das outras galinhas de sua espécie.

Assim, o casal de tolos, desejando enriquecer de uma só vez, acabam por perder o ganho diário que já tinham, de boa sorte, assegurado.

 

Moral da História: Quem tudo quer, tudo perde.

 

A Lebre e a Tartaruga

Um dia, uma Lebre ridicularizou as pernas curtas e a lentidão da Tartaruga. A Tartaruga sorriu e disse: "Pensa você ser rápida como o vento; Mas, acredito que Eu a venceria numa corrida."

A Lebre claro, considerou aquela afirmação como algo impossível de acontecer, e aceitou o desafio na hora.

Convidaram então a Raposa para servir de juiz, escolher o trajeto, e o ponto de chegada.

E no dia marcado, do ponto inicial, partiram juntos.

A Tartaruga, com seu passo lento, mas firme, determinada, concentrada, em momento algum, parou de caminhar rumo ao seu objetivo.

Mas a Lebre, confiante de sua velocidade, despreocupada com a corrida, deitou à margem da estrada para um rápido cochilo.

Ao despertar, embora corresse o mais rápido que pudesse, não mais conseguiu alcançar a Tartaruga, que já cruzara a linha de chegada, e agora descansava tranquila num canto.

 

Moral da História: Ao trabalhador que realiza seu trabalho com zelo e persistência, sempre o êxito o espera.

 

A Lebre e o Cão de Caça

Um Cão de caça, depois de obrigar uma Lebre a sair de sua toca, e depois de uma longa e exaustiva perseguição, de repente parou a caçada dando-se por vencido.

Um Pastor de Cabras, ao vê-lo prostrado e visivelmente abatido, ridicularizou-o dizendo: "Aquele pequeno animal é melhor corredor que você."

E o Cão de caça responde:

"Está claro que o Senhor não é capaz de ver a diferença que existe entre nós! Eu estava correndo apenas para conseguir um jantar, mas ele, ao contrário, corria por sua Vida."

 

Moral da História: O motivo pelo qual realizamos uma tarefa, isso, é o que vai determinar sua qualidade final.

 

A Mulher e sua Galinha

Uma mulher possuía uma galinha, que todos os dias, sem falta, botava um ovo.

Ela então pensava consigo mesma, como poderia fazer para obter, ao invés de um, dois ovos por dia.

Assim, disposta a atingir seu objetivo, decidiu alimentar a galinha com uma porção de ração reforçada, o dobro da medida diária.

A partir daquele dia, a galinha, que comia sem parar, tornou-se gorda e preguiçosa, e nunca mais botou nenhum ovo.

 

Moral da História: É Melhor uma migalha por dia que um dia sem migalha.

 

A Mulher e o Balde de Leite

Uma jovem Leiteira, que acabara de coletar o leite das vacas, voltava do campo com um balde cheio, quase a transbordar, balançando graciosamente à sua cabeça.

E Enquanto caminhava, feliz da vida, dentro de sua cabeça, os pensamentos não paravam de chegar. E consigo mesma, alheia a tudo, planejava as atividades e os eventos que imaginava para os dias vindouros.

"Este bom e rico leite," ela pensava, "me dará um formidável creme para manteiga. A manteiga eu levarei ao mercado, e com o dinheiro comprarei uma porção de ovos para chocar. E Como serão graciosos todos os pintinhos ao nascerem. Até já posso vê-los correndo e ciscando pelo terreiro. Quando o dia primeiro de maio chegar, eu venderei a todos e com o dinheiro comprarei um adorável e belo vestido novo. Com ele, quando for ao mercado, decerto serei o centro das atenções. Todos os rapazes olharão para mim. Eles então virão e tentarão flertar comigo, mas eu imediatamente mandarei todos cuidarem de suas vidas!"

Enquanto ela pensava em como seria sua nova vida a partir daqueles desejados acontecimentos, desdenhosamente jogou para trás a cabeça, e sem querer deixou cair no chão o balde com o leite. E todo leite foi derramado e absorvido pela terra, e com ele, se desfez a manteiga, e os ovos, e os pintinhos, e o vestido novo, e todo seu orgulho de leiteira.

 

Moral da História: Não conte seus pintos, quando sequer saíram das cascas.

 

A Mula Vaidosa

Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não trabalhar e ainda assim receber uma generosa quantidade de milho como ração, sentia-se uma privilegiada dentro do curral.

Por isso mesmo era pura vaidade, e comportava-se como se fosse o mais importante dentre os animais do grupo.

E confiante, falava consigo mesma, cheia de orgulho: "Meu pai, certamente, deve ter sido um grande e Belo Raça Pura. Sinto-me orgulhosa por ter herdado toda sua graciosidade, resistência, espírito e superioridade..."

Então, pouco tempo depois, ao ser levada à uma longa jornada, como simples animal de carga, cansada de tanto caminhar com pesados cestos às costas, exclama desconsolada: "Talvez tenha cometido um erro de avaliação. Meu pai, afinal de contas, pode Ter sido apenas um simples Burro de carga."

 

Moral da História: Ao desejar ser aquilo que não somos, estamos plantando dentro de nós a semente da frustração.

 

 

 

Carlos Cunha  Arte & Produção Visual

 

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