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A criança é desde o começo de sua vida sagrada, e maravilhosa por ser cheia de sonhos, um bom leitor. Ela continuará a ser se os adultos que hoje a circundam alimentarem seu doce instinto de fantasias em lugar de por a prova a sua competência. O desejo que ela tem de aprender deve ser estimulado muito antes de lhe ser imposto o dever de recitar.

Carlos Cunha

 

   

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Contos Infantis do Poeta
Contos Infantis do Poeta

 

CARLOS CUNHA / o Poeta sem limites 

 

                                       

 

Nascido em Mogi das Cruzes / SP / Brasil, vive desde 1997 na cidade deOizumi, no Japão. Conhecido como autor de contos licenciosos, também escreve textos sobre vários outros assuntos e seu amor pela vida e pelas crianças é o que o inspira na criação de lindas estórias infantis.

 

A Corujinha Feliz

Gordinha e bonachona, ela tinha as bochechas salientes e o corpo arredondado. Por ele ser coberto de penas rajadas, a impressão que se tinha de sua fofura era muito maior.

Suas pernas fininhas e frágeis tinham na ponta duas garras com unhas muito compridas e bem cuidadas. Ela as aparava, lixava e, se não bastasse, trocava a cor do esmalte que usava toda a semana.

Muito vaidosa, ela tomava diariamente um demorado banho no chafariz da praça, junto com os pombos e os passarinhos.        

Ela era e se comportava de maneira muito diferente de todos os outros animais de sua espécie.

Como todos eles, ela tinha a visão muito sensível e seus olhos eram frágeis na claridade.

Isso não fazia com que ela dormisse de dia e que ficasse acordada durante a noite olhando pra lua que nem lobisomem.

Adorava viver intensamente e estar sempre cercada de atenções.

Na noite estava sempre sozinha, quieta e sorumbática, agarrada a um galho.

Durante o dia a vida era diferente, sempre alegre e animada. Nele os animais brincavam e se divertiam com muita intensidade...

                                                          Traduções do conto          

 

 

Ovo de Dragão

A velhinha tinha os olhos vivos, atrás de um óculo de lente grossa e aro de ouro, que eram ternos e cheios de carinho. Eles nada perdiam do que se passava no semblante daquelas crianças que tanto amava.
Falava com palavras e de maneira que enchia a imaginação delas de fantasia. Adorava contar estórias para elas e ver como tanta inocência era sujeita a ser modelada. Encantava a eles com os seus relatos e ao mesmo tempo se sentia encantada com a reação deles ao que falava:

- Vovó, bicho nasce que nem gente. Ele cresce na barriga da mãe?

- Quase todos eles meu filho, ela respondia. Tem alguns que crescem dentro de um ovo.

- Mas não é só passarinho, galinha e pata que bota ovo?

- Não é não. Quase todos os peixinhos e também outros animais põe ovos. O lagarto, a cobra, o jacaré. Até dragão bota ovo sabia?

- Mas vovó, todo mundo sabe que dragão não existe. Que a gente só os vê em desenho animado e em estória de gibi.

- Existe dragão sim menino, ela falava de maneira convincente. Eu vou contar pra vocês uma história que aconteceu com um homem que foi até a terra que eles moram. Era um moço muito bonito e valente que...

                                          Traduções do conto          

 

A Sarandonga

Dizem que ela tem a pele verde, grossa e seca, seus olhos são grandões e os dentes afiados e pontudos e é por isso que falam isso dela, mesmo sem nunca a terem visto.
Ela não tem pernas e quando quer ir a algum lugar encaixa a cabeça no corpo, que nem tartaruga, e vai rolando até lá.
Baixinha e gorducha - a sarandonga só têm alguns centímetros - ela parece uma laranja grandona de casca verde.
Quem acha a sarandonga feia é porque não olha o próprio coração. Ela pode ser até esquisita, mas o coração dela é muito mais bonito do que o de toda essa gente.
Todo bicho da mata gosta dela e diz pra ela que não precisa se esconder que bicho não faz maldade. Por isso quando não tem gente lá ela passeia, rolando de lá pra cá, muito feliz.
Ela também gosta dos bichos e passa o tempo todo brincando com eles, mas quando aparece gente lá na mata ela e os bichos saem correndo...

                                                  Traduções do conto          

 

O ratão paçoca

O dono do armazém achou uma solução pra acabar com os ratos que vivem furando os sacos de milho e roendo a sua mercadoria.

Arrumou um gato malhado, que gosta de caçar ratos, e trouxe-o pra morar ali. É um gato gorducho e preguiçoso que vive dormindo em cima das sacas, mas quando um rato aparece ele acorda e se o rato não corre, ele nhoc... Engole o coitado.

A dona Ratazana, desde que aquele gato anda por ali, vive pensando preocupada com a sua filha.

“Essa minha ratinha está ficando muito magrinha. Se continuar desse jeito, com esse gato por ai, nenhum rato importante vai querer casar com ela”.

O ratão Paçoca resolveu a situação.

Além de um rato grande e forte ele é muito esperto e ficou escondido, espiando o gato até que ele dormisse.

Quando ele começou a roncar, e o ratão Paçoca percebeu que ele dormia um sono pesado, foi devagarzinho por trás dele e deu uma mordida bem forte em seu rabo.

Todo mundo sabe que mordida de rato deixa doente e ele teve de ir ao hospital de gato pra se tratar. Quando sarou ficou com medo e não voltou mais ao armazém.

O ratão Paçoca ficou sendo um rato importante, por causa do que fez, e a dona Ratazana o deixou namorar a ratinha Belinda.

Os dois se casaram, tiveram um monte de ratinhos e, como na história do príncipe e da princesa, mesmo sendo só um casal de ratos viveram felizes para sempre...

                                                        Traduções do conto          

 

( clique na imagem para ler a estorinha completa )

 

 Arte & Produção VisualCarlos Cunha / o Poeta sem limites

 

 

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